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Nedils

TECNOLOG√ćA SOCIAL

NÚCLEOS DE EDUCAÇÃO E DIFUSÃO DE LIBRAS

A√ß√Ķes como Tecnologia Social


1. Introdução

Os N√ļcleos de Educa√ß√£o e Difus√£o de Libras ‚Äď NEDILS ‚Äď s√£o unidades integradas √†s organiza√ß√Ķes de diversos setores que atuam com surdos, com a finalidade de promover o ensino e a difus√£o da L√≠ngua Brasileira de Sinais ‚Äď LIBRAS. Al√©m disso, visa promover a integra√ß√£o do surdo com a sociedade por interm√©dio de a-√ß√Ķes junto √† sua fam√≠lia, √†s escolas, √†s empresas e √† sociedade com um todo.

Para promover essa integra√ß√£o, os NEDILS desenvolver√£o atividades educacionais de ensino de LIBRAS, promover√£o encontro e palestras para os pais dos surdos, bem como a realiza√ß√£o de palestras para os em-pres√°rios com a finalidade de esclarecer e discutir a quest√£o dos surdos e sua inser√ß√£o no mercado de traba-lho. Com estas a√ß√Ķes o NEDILS estar√° promovendo a quebra da barreira da comunica√ß√£o com os surdos, e promovendo a sua integra√ß√£o s√≥cio-econ√īmica, tanto em rela√ß√£o com a sua fam√≠lia como com o meio em-presarial.

Para completar o ciclo e promover efetivamente a integra√ß√£o s√≥cio-econ√īmica do surdo, o NEDILS procurar√° identificar em sua regi√£o de atua√ß√£o empresas com potencialidade para promover a absor√ß√£o de m√£o-de-obra surda. Uma vez feita essa identifica√ß√£o, integrantes do NEDILS visitar√£o as empresas identificadas e realizar√£o uma an√°lise das fun√ß√Ķes que podem ser exercidas por surdos, e orientar√£o a empresa nas adap-ta√ß√Ķes necess√°rias para absorver esta m√£o-de-obra.

O diagrama a seguir apresenta as tr√™s a√ß√Ķes que d√£o suporte ao NEDILS.

O sistema de franquia social funcionar√° com orienta√ß√£o surdos da FENEIS que ser√° encarregado de supervi-sionar todas as a√ß√Ķes desenvolvidas pelo NEDILS. Ser√° realizada uma distribui√ß√£o geogr√°fica como uma √°rea de atua√ß√£o de cada surdo, como forma de definir suas responsabilidades.

2. Organização do NEDILS

O NEDILS ter√° como base uma associa√ß√£o de surdos ou algum √≥rg√£o p√ļblico ligado ao ensino de surdos, ou ainda, em empresas que desenvolverem programas sociais na √°rea de inclus√£o de surdos. Em qualquer um dos casos, caber√° a um surdo da FENEIS a coordena√ß√£o e supervis√£o de todas as atividades do NEDILS.

As atividades educacionais serão, sempre, desenvolvidas por surdos devidamente habilitados para tal. A participação de ouvintes será restrita à atividade de interpretação de LIBRAS, e auxílio nas atividades educa-cionais. Eventualmente poderá ocorrer a participação de ouvinte como instrutor de LIBRAS quando da total ausência de surdos.

As a√ß√Ķes de integra√ß√£o com a fam√≠lia do surdo poder√£o ser conduzidas tanto por surdos, como por ouvintes. Mas sempre ser√° dada abundante participa√ß√£o de surdos.

3. A√ß√Ķes Educacionais em LIBRAS

As a√ß√Ķes educacionais a serem desenvolvidas nos NEDILS buscam desenvolver os surdos em LIBRAS e capacitar ouvintes no seu entendimento e utiliza√ß√£o como forma de quebrar a barreira da comunica√ß√£o entre surdos e ouvintes.

PLANEJAMENTO DE CURSO
TEMA/ASSUNTO: Introdução à Língua Brasileira de Sinais
TURMA: Alunos Surdos.
CARGA HOR√ĀRIA: 40 hr
I ‚Äď EMENTA

- Retrospectiva histórica sobre os surdos, sua língua e sua cultura.
- O uso de kit Libras é Legal
- No√ß√£o b√°sica de aspectos ling√ľ√≠sticos de libras e libras em contexto.
II- OBJETIVOS DO CURSO

- Conhecer aspectos sintáticos, morfológicos e fonológicos da Libras.
- Utilizar adequadamente o kit Libras é legal
- Oportunizar uma melhor comunicação/interação ente surdos e ouvintes.
III- CONTE√öDO PROGRAM√ĀTICO

- Retrospectiva histórica sobre os surdos, sua língua e sua cultura.
- No√ß√£o b√°sica de aspectos ling√ľ√≠sticos de L√≠ngua Brasileira de Sinais ‚Äď Libras:
- Apresentação do Kit Libras é Legal
- Objetivo principal do Kit
- Quem é o instrutor surdo?
- Onde o instrutor surdo atua?
- Qual é a função do instrutor na escola?
- Como ensinar libras para crianças?
- Como ensinar libras para ouvintes?
- Sugest√Ķes de atividades
- Jogos e brincadeiras em Libras
- Como contar historia em Libras
- Objetivo de contar história em libras
- Temas e fontes de histórias infantis
- Metodologia e passos para contar uma historia em libras
IV - METODOLOGIA

- Aulas expositivas,
- Din√Ęmicas de grupo,
- Grupos de estudos
V- RECURSOS UTILIZADOS

- Apostila de ‚ÄúAspectos Ling√ľ√≠sticos de Libras‚ÄĚ
- Xerox de textos e artigos para discuss√Ķes
- Kit Libras é Legal
- Retroprojetor
- Quadro negro e giz
- Sala de aula com cadeiras móveis (para cada aluno)
VI- BIBLIOGRAFIA

- ‚ÄúAspectos Ling√ľ√≠sticos de Libras‚ÄĚ SEED/DEE, Curitiba-PR, 1998
- ‚ÄúFalando com as M√£os‚ÄĚ SEED/DEE, Curitiba-PR, 1998
- ‚ÄúLibras em Contexto‚ÄĚ MEC/FENEIS, Bras√≠lia-DF, 2001
- Kit ‚ÄúLibras √© Legal‚ÄĚ FENEIS/PETROBR


4. Integração Familiar

As a√ß√Ķes para promover a integra√ß√£o familiar dos surdos ser√£o desenvolvidas com o objetivo de esclarecer aos familiares dos portadores de defici√™ncia auditiva, a situa√ß√£o particular em que o surdo se encontra na sociedade, apresentando aspectos da cultura dos surdos bem como das suas potencialidades. Essas a-√ß√Ķes est√£o dirigidas para dois focos: um √© para a fam√≠lia propriamente dita, e o outro √© para o surdo em par-ticular.

As a√ß√Ķes para as fam√≠lias ser√£o desenvolvidas por interm√©dio de palestras para conscientiza√ß√£o dos famili-ares, e da busca da participa√ß√£o deles em a√ß√Ķes de capacita√ß√£o em LIBRAS com o objetivo de reduzir a barreira da comunica√ß√£o entre o surdo e as pessoas mais pr√≥ximas de seu conv√≠vio. Se a comunica√ß√£o hoje ocorre de forma gestual, a LIBRAS √© que deve ser utilizada, que al√©m de ser a linguagem oficial dos surdos, √© a forma com que ele se comunica com os outros surdos.

Da mesma forma, os familiares ser√£o incentivados a contribuir na integra√ß√£o econ√īmica do surdo como for-ma de proporcionar-lhe sustentabilidade. A fam√≠lia deve ser orientada a abandonar a tutela extrema e pro-porcionar ao surdo, condi√ß√Ķes de amadurecimento psicol√≥gico para poder desenvolver uma atividade eco-n√īmica, inserido no meio de ouvintes. Aspectos de responsabilidade, cumprimento de hor√°rios, apresenta-√ß√£o pessoal devem ser colocados como forma de facilitar a integra√ß√£o do surdo no meio produtivo t√≠pico das organiza√ß√Ķes existentes no mercado de trabalho.

Ao surdo em particular, deverá ser colocado que a família deve ser o seu apoio no crescimento profissional, e não mantenedora, e para isso, haverá a necessidade de que assuma responsabilidades. Esclarecer ao surdo que é necessário compartilhar a sua cultura com a cultura do ouvinte, sem a qual, não terá oportuni-dade de ter uma progressão profissional.

O principal objetivo das a√ß√Ķes quanto √† integra√ß√£o familiar √© fazer com que o surdo e seus familiares intera-jam para que o portador de defici√™ncia auditiva consiga realizar plenamente a sua integra√ß√£o, tanto no meio familiar, como no meio s√≥cio-econ√īmico.


5. Integra√ß√£o Econ√īmica

As a√ß√Ķes para promover a integra√ß√£o econ√īmica dos surdos seguir√£o dois segmentos de atua√ß√£o. O primei-ro por interm√©dio de palestras no meio empresarial apresentando as caracter√≠sticas dos surdos e seu poten-cial como for√ßa de trabalho. O segundo, procurar identificar na regi√£o empresas que pela sua caracter√≠stica produtiva possa absorver m√£o-de-obra surda. Nessa a√ß√£o ser√° realizada uma avalia√ß√£o nas necessidades da empresa para adequar-se √† nova situa√ß√£o.
I. PALESTRA PARA EMPRES√ĀRIOS

Tópicos a serem abordados:

‚ÄĘ A Responsabilidade Social como agrega√ß√£o de valor intang√≠vel √† empresa.
‚ÄĘ A legisla√ß√£o sobre a inser√ß√£o de portadores de defici√™ncia e reabilitados pelo INSS nas empresas.
‚ÄĘ As caracter√≠sticas do surdo, sua potencialidade no mercado de trabalho.
‚ÄĘ As associa√ß√Ķes de surdos e seu papel na inser√ß√£o s√≥cio-econ√īmica do surdo.
‚ÄĘ Os desafios a serem enfrentados.
II. IDENTIFICA√á√ÉO DE EMPRESAS COM POTENCIAL DE ABSOR√á√ÉO E INCLUS√ÉO ECON√ĒMICA DE SURDOS

Consideradas as condi√ß√Ķes dos surdos, dever√£o ser identificadas empresas no mercado local com potencial para absorver a m√£o-de-obra surda. Nesta a√ß√£o ser√£o considerados aspectos tais como acessibilidade, ho-r√°rios, fun√ß√Ķes, caracter√≠sticas da produ√ß√£o, etc.

A√ß√£o seguinte √© a prepara√ß√£o da empresa para receber o surdo, com a realiza√ß√£o de palestra aos funcion√°-rios, apresentando as caracter√≠sticas dos surdos, e do seu comportamento. Essa prepara√ß√£o precisa, ne-cessariamente, incluir no√ß√Ķes de Libras aos funcion√°rios e gerentes para que uma m√≠nima comunica√ß√£o pos-sa ser estabelecida.

O NEDILS acompanhar√°, durante o per√≠odo de adapta√ß√£o tanto do surdo como da empresas, a integra√ß√£o entre as partes como forma de garantir a continuidade da perman√™ncia do surdo na empresa, proporcionan-do-lhe efetivamente a sua integra√ß√£o econ√īmica.

Nessa prepara√ß√£o, alguns aspectos particulares devem ser abordados com respeito √† conviv√™ncia com sur-dos no √Ęmbito da empresa. S√£o eles:

‚ÄĘ A Cultura Surda ‚Äď envolvendo os costumes da comunidade surda, h√°bitos, piadas e hist√≥rias compartilhado pelos surdos. √Č importante salientar que os surdos t√™m sua cultura expressa atra-v√©s de s√≠mbolos, basicamente visuais, cuja maior representa√ß√£o √© a LIBRAS.

‚ÄĘ Acessibilidade ‚Äď para a pessoa surda, a acessibilidade se constitui por interm√©dio de recursos tecnol√≥gicos adaptados, tais como sinaliza√ß√£o visual-luminosa, campainhas que quando aciona-das piscam luzes, placas indicativas de emerg√™ncia, programas de televis√£o com legendas, etc.

‚ÄĘ Comunica√ß√£o com o Surdo ‚Äď observar que para comunicar-se com o surdo n√£o √© necess√°rio gritar. Posicione-se em frente a ele, para chamar sua aten√ß√£o sinalize com as m√£os, e preferen-cialmente utilize comunica√ß√£o visual, mesmo que saiba poucos sinais. Se precisar, desenhe, aponte, dramatize, etc. No caso da utiliza√ß√£o de int√©rpretes, olhe para a pessoa surda e use o discurso direto, e em nenhuma hip√≥tese no seu trabalho, pois interfer√™ncias interrompem o pro-cesso mental e f√≠sico do ato de interpretar.

‚ÄĘ Fun√ß√Ķes a Serem Exercidas ‚Äď √© necess√°rio muito cuidado com as fun√ß√Ķes a serem disponibili-zadas para os surdos. Fun√ß√Ķes que possam colocar em risco as m√£os do surdo jamais dever√£o ser destinadas a eles. Como o surdo utiliza a LIBRAS, prestar aten√ß√£o para que se d√™ ao surdo, oportunidade de ‚Äúconversar‚ÄĚ com seus companheiros surdos, estabelecendo intervalos nos hor√°-rios de trabalho, como forma de reduzir o n√≠vel de estresse.

‚ÄĘ Orienta√ß√Ķes aos Surdos ‚Äď deve-se ter muito cuidado ao se passar orienta√ß√Ķes, regras da em-presa e outros assuntos de rotina ao surdo. √Č preciso certificar-se que ele entendeu o significado do que se quis dizer. Para isso, deve-se perguntar ao surdo, at√© com a utiliza√ß√£o de analogias, se o que foi passado ele entendeu.